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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Auto Conhecimento E Aceitação


Autoconhecimento e autoaceitação
Prece Inicial
Primeiro momento: distribuir aos evangelizandos uma folha de ofício em branco. Pedir a eles que dobrem duas vezes ao meio, de modo que pareça um livro.
Segundo momento: explicar o que é um passaporte (um documento oficial que serve como identificação).
Terceiro momento: realização do passaporte. Todos devem fazer o seu próprio passaporte, mas os passos devem ser explicados aos poucos, na medida em que o grupo conclui a tarefa anterior.
1ª folha: é a capa; nela o jovem deve colocar a maneira como se vê: um desenho de si mesmo ou uma figura que o represente;
2ª folha: colocar nome, idade, filiação, bem como suas características físicas (peso, altura, cor dos olhos e cabelos, etc) e espirituais (o que gosta de fazer e o que não gosta);
3ª folha: escrever como acha que os outros o veem, ou seja, o que as outras pessoas pensam e valorizam no dono do passaporte;
4ª folha: descrever as qualidades que possui (e que devem ser muitas, pois todos temos muitas qualidades). Se o jovem não souber, perguntar aos colegas.
Quarto momento: cada jovem deve explicar o seu passaporte aos demais colegas. A aula tem como objetivo fazer com que o jovem pense sobre si mesmo e descubra que tem muitas qualidades, promovendo o autoconhecimento e a auto-aceitação.
Prece de encerramento 
  
            www.searadomestre.com.br/evangelização

Amizades E Afeições


Amizades e afeições
         Prece Inicial
         Obs.: o evangelizador deverá levar um pote contendo algodão com vinagre e outro com algodão com perfume.
         Primeiro momento: pedir que os evangelizandos coloquem a mão esquerda dentro do pote, tocando o algodão e aguardem. Depois que todos colocaram a mão, solicitar que cheirem a própria mão. Perceberão que o cheiro é ruim (vinagre).
         Segundo momento: pedir que os evangelizandos coloquem a mão direita dentro do pote, tocando o algodão e aguardem. Depois que todos colocaram a mão, solicitar que cheirem a própria mão. Perceberão que o cheiro é bom (perfume).
         Terceiro momento: conversar com os evangelizandos sobre nossos relacionamentos, questionando como agimos. Somos perfume ou vinagre?
         * O que é ser vinagre? Com os amigos, familiares e relacionamentos amorosos (namoro)?
         * O que é ser perfume? Com os amigos, familiares e relacionamentos amorosos (namoro)?
         Quarto momento: concluir que sempre podemos escolher como nos relacionar com os outros e conosco. A isso chamamos livre-arbítrio. Todos os relacionamentos/experiências afetivas (namoro, amizade, família) são importantes, deixando marcas no perispírito, por isso devem ser conduzidos com respeito, responsabilidade, utilizando a máxima “fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós.”
         Quinto momento - atividade: entregar um recorte de papel (cartolina), no formato de um marcador de livros. Solicitar que cada evangelizador escreva seu nome e façam um desenho no marcador (determinar tempo para ser realizada a tarefa). Na seqüência, o evangelizando deverá passar o marcador para o colega da direita, que escreverá uma qualidade do dono do marcador. Assim, sucessivamente, até que o marcador retorne ao dono.
         Concluir que todos nós temos virtudes que devemos usar em nossos relacionamentos e as que ainda não possuímos devemos nos esforçar para desenvolve-las. Exemplo: paciência, respeito, fidelidade, fraternidade, carinho.
         Prece de encerramento

sábado, 1 de setembro de 2012

Não Vim Destruir A Lei

A Segunda Revelação- Ensinamentos de Jesus; Não vim destruir a lei



Plano de aula baseado no livro Evangelização no lar
Tema: A Segunda Revelação
Bases doutrinárias: Evangelho Segundo o Espiritismo, Livro dos Espíritos, a Gênese cap.1 itens 3,4 e 5
Objetivo:levar a crianças a entenderem que:
Ø A segunda revelação de Deus aos homens se fez através de Jesus, consubstanciada no Evangelho, e a sua característica essencial é o AMOR.
Ø Jesus, sem destruir a Lei de Direito e Justiça, até então conhecida e implantada por Moisés, implantou a Boa Nova, resumindo todos os mandamentos em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”
Atividades iniciais:
1 . Canto
2 . Prece inicial
3 . Introdução ao tema: Voltar um pouquinho à aula passada relembrando alguns fatos de Moisés.
Moisés foi a 1ª revelação e trouxe para o povo a lei sagrada. Ele teve que exagerar um pouco e mostrar um Deus Vingativo, pois o povo daquela época tinha que temer alguém.
Depois disso, o que vocês acham que aconteceu com o povo?
Mostrar uma gravura de Jesus indagando quem é?        O que ele fez?
Ouvir as respostas e apresentá-lo como Governador Espiritual da Terra, ou seja, aquele que veio nos ensinar, através de seu exemplo. Jesus foi o emissário da 2ª. Revelação de Deus na Terra. Ele não veio destruir a lei – a lei de Deus; veio dar-lhe cumprimento, desenvolvendo-a e dando-lhe o verdadeiro sentido, adaptando-a ao grau de desenvolvimento humano. Quanto às leis estabelecidas por Moisés, pelo contrário, ele as modificou sensivelmente, no fundo e na forma ,tendo mesmo sintetizado todas as leis nas seguintes palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, acrescentando que nessas singelas palavras estão contidas todas as leis e todos os profetasO Mestre pregava o perdão aos inimigos, a misericórdia, a bondade e a fraternidade, chamando Deus de “meu Pai” e irmanando todos os seres na família universal, falando de amor.
Era honesto cumpridor dos seus deveres, gentil com as pessoas que o rodeavam, cuidando para que a justiça fosse feita, ensinando que, a cada um, compete receber de acordo com as suas obras, ensinando que todos somos irmãos, pois filhos todos do mesmo Deus.
Referindo-se as crianças, dizia que os adultos as deveriam imitar em sua simplicidade e pureza.
Pelo seu grande poder espiritual, curou muitos doentes e fez coisas maravilhosas,como andar sobre as águas. Os fatos de sua vida estão escritos nos Evangelhos e quem segue seus ensinamentos é conhecido como Cristão.
4 . Desenvolvimento: contar uma história narrada por Jesus
Narrar de modo agradável a “Parábola da Ovelha Desgarrada”
PARÁBOLA DA OVELHA DESGARRADA (Adaptação de Lucas, 15: 4 a 7.)
Nos campos da Palestina, a terra onde nasceu Jesus, havia um homem que tinha cem ovelhas. Era
um pastor, pois ele mesmo as apascentava. (1)
Com muito cuidado e bondade, levava suas ovelhinhas aos lindos campos, onde havia um bom pasto. Levava-as também às fontes, onde elas poderiam encontrar água fresca e limpa.
O pastor era muito carinhoso e bom e suas ovelhas o seguiam confiantes.
Um dia, porém, uma ovelhinha fugiu do rebanho (2). Que teria pensado ela, para assim abandonar
o pastor e suas irmãzinhas? .
Certamente, pensou que, além daqueles pastos onde vivia, havia pastagem melhor e mais rica. Pobrezinha!… Não pensou nos perigos que poderia enfrentar longe do seu pastor. Não pensou que pode­ria enfrentar, numa noite qualquer, sozinha, algum lobo ou alguma hiena que a devorasse. Não, a pobrezinha não pensou nos perigos… Pensou que era melhor ser sozinha, ser livre, Correr pelos campos e pelas pastagens, solta, sem vigilância de seu dono e sem a companhia de suas irmãs. E fugiu…
Correu muito, para livrar-se do pastor, e para não ser vista pelas companheiras… O pastor, porém, que cuidava de suas ovelhinhas, sentiu a falta da fugitiva. No aprisco ele contou, logo na manhã seguinte, noventa e nove ovelhas. Que fez, então, o bondoso pastor?
Deixou as noventa e nove ovelhinhas bem guardadas no redil e partiu em busca da ovelhinha
desgarrada. Andou, andou muito… Subiu os montes e vadeou os riachos.
Só no dia seguinte, encontrou a pobre ovelhinha (3) deitada perto de uma colina, ferida pelos
espinhos por ter atravessado uma sebe. Já estava sem forças, sedenta e quase morta…
Como estava arrependida do que fizera! Com que alegria recebeu o pastor amigo que chegava para salvá-la!
O pastor deu-lhe água, pensou-lhe as feridas, acariciou-a, conversou com ela…
Colocou-a depois nos seus braços, acomodando-a bem em seu ombro. E voltou feliz, muito feliz,
com sua ovelhinha (4).
Chegando a casa, chamou seus vizinhos e amigos e disse-Ihes:
Alegrem-se comigo, meus amigos, porque achei a minha ovelhinha que estava perdida!…
( os números que aparecem são as gravuras que mostrarei ao contar a parábola)
5 . Fixação do conteúdo: Verificar a compreensão, através de perguntas como:
a) Quem são as ovelhas?
b) quem é o Pastor?
c) O que devemos fazer para não nos afastarmos de Jesus?
Dizer que a parábola nos mostra os cuidados de Jesus, com todos nós, como nosso Pastor.
Esclarecer que a ovelha desgarrada é aquele espírito rebelde às leis de Deus eque se afastou
do rebanho, mas Jesus nunca abandona suas ovelhas
6 . Atividades para fixação:
Vamos cobrir a ovelha com algodão?

Família - Laços corporais e espirituais


Família – laços corporais e laços espirituais
Prece inicial
Primeiro momento: fizemos uma encenação de um fato fictício que teria acontecido com uma das evangelizadoras. Logo após a prece uma das evangelizadoras chamou a outra bem alto e disse que queria conversar com ela. Deixamos o material pronto anteriormente: mesa, cadeira para sentarmos e conversar. Os evangelizandos prestaram a atenção naturalmente. Veja abaixo sugestão de diálogo entre as evangelizadoras.
Obs.: se a evangelizadora trabalhar sozinha, poderá trazer dois convidados para participarem da aula neste momento.
Segundo momento: logo após a encenação fazer as perguntas abaixo:
· Entenderam a história?
· O que estava acontecendo?
· Porque a amiga está indo embora?
· O que está sentindo a amiga que fica? Por que ela está assim?
· Na história, as duas eram parentes de sangue?
· Que tipo de laços as uniam para elas se darem tão bem?
· Alguém já passou por uma situação semelhante? Ouvir a resposta dos evangelizandos e relacionar com os laços corporais e espirituais.
Terceiro momento: reforçar os conceitos:
Família corporal (mesmo sangue, parentes em comum, mesma árvore genealógica) São os pais, os irmãos, tios, primos, avós.
Família espiritual (amizade, mesmos objetivos, laços de afeto, afinidade de interesses, amor e respeito mútuos). Podem ser parte da nossa família corporal ou serem nossos amigos, vizinhos ou pessoas com quem convivemos e mantemos uma amizade especial. Lembrar que herdamos dos pais o corpo físico. O espírito é criado por Deus.
Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual.
Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isto exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, nesse caso, respeitando, tratando bem e não desejando mal a quem não gostamos.
Explicar que, apesar das brigas e discórdias, no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”.
Obs.: para subsídios ao evangelizador sugerimos a leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, parentela corporal e parentela espiritual e Cap. XII, Amai os vossos inimigos.
Quarto momento: dar exemplos de laços corporais e espirituais para que eles identifiquem.
1 – Duas vizinhas que têm uma amizade muito grande, se ajudam e estão sempre uma apoiando a outra nas dificuldades que surgem. (Laços espirituais)
2 – Dois irmãos que brigam muito. (Laços corporais, pois são da mesma família. Podem vir a desenvolverem laços espirituais fortalecendo uma verdadeira amizade).
3 – Duas irmãs que se dão bem, se ajudam, gostam da companhia uma da outra, tem uma amizade muito legal. (Laços corporais e laços espirituais).
Quinto momento: o evangelizador deverá dar um ou dois minutos para cada um identificar mentalmente a sua família espiritual. Poderá ser colocada uma música de fundo sobre o tema família neste momento.
Sexto momento – atividade: solicitar que desenhem a sua família espiritual, lembrando que podem ou não fazer parte de sua família de sangue ou família corporal.
Prece de encerramento
Sugestão de diálogo:
A – Não me conformo! Minha melhor amiga não pode ir embora! Desde que a gente se conheceu, nunca nos separamos! Combinamos em tudo.
B – Mas ela passou no concurso, conseguiu um emprego, está feliz da vida! Você não quer o melhor para ela?
A – É, quero sim…
B – Então você não deve pensar assim. Devemos desejar o que é melhor para os outros.
C – E ai, o que tá rolando?
B – A amiga dela vai morar em outra cidade e ela está triste.
C – A vida é assim mesmo. Se houver laços de afeto de verdade, a amizade continua.
A – Mas vou ficar com saudade…
B – Saudade é normal, mas tem telefone, e-mail, tem também os feriados, vocês podem se visitar.
C – Eu tenho uma amiga, que eu adoro, que foi morar em Santa Maria há dois anos atrás. Fiquei com saudade, mas com o tempo a saudade diminui, fiz novos amigos, o tempo passa e sempre conversamos. Continuamos amigas, tão amigas quanto antes, só que moramos longe. Mas a amizade é a mesma.
B – Temos que lembrar que Deus faz sempre pelo melhor. Vocês devem ser da mesma família espiritual. E que todos possuímos uma família com laços de sangue e uma família com laços espirituais.
A – Como assim?
B – Nossa família de sangue são os nossos pais, os irmãos, os tios, os avós. E nossa família espiritual são aquelas pessoas que temos laços de profundo afeto, de amizade, podendo ser ou não da nossa família de sangue. Você entendeu?
A – Acho que entendi.
C – E nós vamos orar por você, para que compreenda melhor e apóie sua amiga neste momento de mudança na vida dela.
A – É mesmo não tinha pensado nisso. Legal saber que nos fizemos parte da mesma família espiritual. Vou me esforçar para ser, realmente, uma verdadeira amiga, pois ela está precisando muito de mim, neste momento.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Jesus - Curas lll Ciclo e juventude

Nesta aula você encontrará várias sugestões para trabalhar o tema proposto.

Objetivos da aula: conscientizar os evangelizandos  que Jesus não realizou milagres,porque ele não derroga as leis de Deus. Jesus realizou muitos fenômenos,por ser um Espírito altamente evoluído,com faculdades espirituais bastante desenvolvidas e que sabia usar seu pensamento e vontade de modo superior.
Desse modo,ele realizou atos que foram considerados sobrenaturais pelo povo daquela época,por desconhecerem a totalidade das leis que regem os fenômenos da vida.

PRECE  INICIAL

Sondagem De Conhecimentos:

* O que vocês entendem por 'Milagres"? Eles existem? Milagres são coisas impossíveis de acontecer. Se são impossíveis de acontecer,então não existem,pois contrariam a ordem das coisas,as leis de Deus.

* Se Jesus não fazia milagres,como se explica os fatos extraordinários que realizava?

Deixar essa pergunta em aberto para que os evangelizandos após os ensinamentos da aula.

Explicar que "extraordinário" é algo fora do comum, excepcional,anormal;raro,singular,notável,admirável.

Na época de Jesus tudo o que o povo não conseguia explicar era tido como sobrenatural,como milagre.
Milagre é algo que vai contra as leis de Deus.

O milagre ou o sobrenatural não é mais que um fenômeno natural cuja lei ainda ignoramos.

Dia virá em que o progresso nos levará a entender o fenômeno e aceita-lo como natural.

Primeiro momento:  relatar o fato onde Jesus caminha sobre a água.

Segundo momento: narrar Aparição de Jesus após sua morte.

Terceiro momento: o episódio conhecido como Bodas de Caná.

Quarto momento: dividir a sala em três grupos de estudos:"A","B"e'C' e entregar perguntas e respostas do questionário. Se necessário poderá ser mais grupos a se entregar uma ou duas perguntas para cada grupo.

Para o grupo "A" entregar as perguntas 'a' e "f ",para o grupo "B" entregar as perguntas"b","c"e "d" e para o grupo "C" entregar as perguntas "e' e"g".

Observar que cada grupo terá 10 minutos para estudo das mesmas.

O evangelizador poderá auxiliá-los durante o estudo,tornando as explicações mais claras.

(As sugestões de perguntas estão no "QUESTIONÁRIO" no final dessa Postagem.)

Quinto momento: cada grupo deverá expor suas perguntas e consecutivamente fazer explicação sobre as mesmas para o restante da turma. O evangelizador deverá auxiliar,caso haja necessidade.

Sexto momento: conclusão.

De todas as faculdades que Jesus revelou,nenhuma pode apontar estranha às condições da humanidade e que se não encontre comumente nos homens,porque estão todas na ordem da Natureza.

Pela superioridade,porém,da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas,aquelas faculdades atingiam nele proporções muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal,ele nos evidencia o estado dos puros espíritos.

Ao passo que a incredulidade rejeita todos os fatos que Jesus produziu,por terem uma aparência sobrenatural,e os considera,sem exceção,lendários, o espiritismo dá explicação natural a esses fatos.

O maior milagre de Jesus operou,o que verdadeiramente atesta a sua superioridade,foi a revolução que seus ensinos produziram no mundo,apesar de pouco serem absorvidos pela humanidade.

Sétimo momento: questionar novamente: Se Jesus não realizou milagres,como explicar os fatos extraordinários  que realizava?

Prece de encerramento.

Sugestões: Terceiro Ciclo e Juventude.

                      QUESTIONÁRIO

a) Quais as hipóteses admitidas por Kardec para explicar o fato de Jesus ter caminhado sobre a água?

   Kardec apresenta duas hipóteses que explicariam naturalmente a ocorrência do fenômeno. Na primeira,se explicaria pela possibilidade de Jesus haver neutralizado a ação da gravidade sobre o seu corpo,à semelhança do que ocorria com os fenômenos das mesas girantes. Com sua alta capacidade de manipular as leis da Natureza,Jesus envolveu seu corpo físico com uma espécie de atamosfera fluídica que neutraliza o efeito da gravitação. Esse fluido deu ao seu corpo,momentaneamente,maior leveza,permitindo-lhe manipulá-lo e desloca-lo por sobre a água.

   Outra hipótese,admitida por Kardec como provável e que também se encontra perfeitamente de conformidade com as lei da Natureza,é a aparição por sobre a água ter se dado através do fenômeno da aparição. Mediante a modificação molecular do perispírito,Jesus o teria condensado ao ponto de torná-lo momentaneamente visível aos discípulos que se encontravam na barca,ficando seu corpo físico em outro local.

b) Como se explicam as aparições de Jesus?

   As aparições de Jesus se explicam pelas leis fluídicas e pelas propriedades do perispírito. Mostrou-se com seu corpo fluídico ( perispírito ), daí somente ter sido visto por aqueles para os quais quis aparecer,ao contrário do que aconteceria se estivesse com o seu corpo carnal,que todos veriam.

    Obs.: o fenômeno de aparição ocorre através do perispírito ,instrumento pelo qual o espírito se mostra,mediante uma modificação molecular que opera por ato de vontade,condensando-o a ponto de torná-lo momentaneamente visível a quem queira se mostrar. Esta condensação se explica por ser o perispírito formado de substância etérea,com plasticidade,adaptável,consciente ou inconscientemente,conforme o estado psíquico do espírito. Pode ocorrer sob variadas formas,conforme o grau de condensação do fluido perispiritual;de maneira vaga e vaporosa,mais nitidamente definida ou com todas as aparências da matéria tangível ou chegar à tangibilidade real,confundindo-se o espírito com um encarnado.

c) Que características são apontadas por Kardec para demonstrar que essas aparições deram-se com seu corpo fluídico?

   Kardec aponta como principais características que concluem que essas aparições deram-se com seu corpo fluídico as circunstâncias de aparecer repentinamente e do mesmo modo desaparecer; o fato de uns vê-lo e outros não; aparecer em recintos fechados,onde um corpo material não penetraria; a linguagem em tom breve e sentencioso,peculiar a espíritos que assim se manifestam; atitudes que denotam algo não comum ao mundo terreno. Além disso,destaca Kardec o fato de sua presença causar surpresa e medo e de seus discípulos não lhe falarem com a mesma liberdade de antes,demonstrando que já não o sentiam como homem.

d) Por que o Espiritismo considera naturais essas aparições ?

   O Espiritismo considera naturais essas aparições por se darem de acordo com as leis fluídicas,naturais.
Explicam a possibilidade desses fenômenos,demonstrando serem fatos naturais,comuns,que acontecem nas mais variadas condições com seu corpo carnal ressuscitado.

e) Qual a hipótese mais provável para explicar a transformação da água em vinho?

   Todos os atos de Jesus e todos os ensinamentos por ele deixados são de natureza puramente espiritual.

   Jesus não praticou um só ato que não trouxesse um ensinamento moral ou que não aliviasse a dor de alguém. Admitindo-se como reais os fatos narrados,vemos que se trata de um ato de efeito puramente material,que contraria a pedagogia de que se utilizou para transmitir aos homens a sua mensagem.

  Como ressalta Kardec,seria um ato de efeito puramente material e que apenas serviria para atrair a curiosidade do povo,sempre sensível aos fenômenos que consideravam sobrenaturais.

Jesus certamente,sabia que conseguiria ,maior repercussão para sua mensagem se praticasse atos que trouxessem alívio para as dores,cura para os doentes e obsidiados do que produzindo um efeito dessa natureza. Provavelmente,durante a festa,terá ele aludido ao vinho e á água,tirando de ambos um ensinamento. No entanto,seja como for,não se pode afirmar que o fato não se tenha passado como narrado pelo evangelista,embora,mais racional e coerente com sua passagem pelo mundo da matéria,é se admitir tenha sido esta uma das parábolas contadas por Jesus para transmitir seus ensinos e que foi tomada como real.

f) O que podemos considerar mais importante na passagem de Jesus: os chamados "milagres"ou o seu ensinamento moral? justifique.

   O mais importante na passagem de Jesus pela Terra foi,sem dúvida a sua doutrina,muito maior que os chamados "milagres". Sua doutrina,se corretamente entendida e praticada,é bastante para regenerar a humanidade. Sua superioridade se mostra mais pela revolução que seus ensinamentos produziram no Mundo do que pelos fenômenos admiráveis com que curou enfermos e obsidiados,Pregou sua doutrina durante apenas três anos e sob implacável perseguição dos religiosos que dominavam o povo daquela época. Mas ainda,assim,apesar de tudo,seus ensinos permanecem inatacáveis até hoje,como um farol a iluminar o caminho a ser seguido. Como explica Kardec,"se em vez de princípios sociais e regeneradores,fundados sobre o futuro espiritual do homem ele apenas houvesse legado à posteridade alguns fatos maravilhosos,talvez hoje mal o conhecessem de nome".

  g) A que conclusão chegaram após os estudos sobre o assunto da aula?

       Os textos evangélicos não explicam as leis que regeram a produção dos fenômenos narrados,até por que,naquela época,eram desconhecidos. Com a revelação trazida pelo Espiritismo acerca das leis que regem a vida espiritual,pode-se concluir,que eram fenômenos absolutamente naturais,ocorridos de acordo com as leis da Natureza e que foram tratados como milagres por serem estas leis ignoradas à época.




terça-feira, 10 de julho de 2012

PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Prece inicial                                                   l l -CICLO

Primeiro momento:

A) Técnica da água com açúcar: Levar para a sala uma jarra transparente com água e açúcar ( misturado previamente ) Servir um pouco dessa água para que cada evangelizando experimente.

B) Técnica do balão: Dar para cada evangelizando um balão ( se o evangelizador preferir,pode dar apenas para uma criança,fazendo um sorteio ) ou utilizar sacos de plástico transparente,para melhor visualização. Pedir que os evangelizandos encham de ar o balão ou saco plástico.

QUESTIONAR:

Qual o sabor da água?     A água tem cor?
O que será que colocamos na água?
Como vocês sabem que é açúcar?
Vocês estão vendo o açúcar?
O que tem dentro do balão?
O ar possui cor?      E forma?
Vocês já viram Deus?     Será que ele existe?
Como vocês sentem a existência de Deus?

Segundo momento: Comentários do evangelizador;;Assim como vocês sentem a água doce e não enxergam o açúcar,percebem que o balão está cheio,mas não enxergam o ar dentro dele,assim é com relação a Deus,não o enxergamos,mas está presente em todas as coisas da criação.

Terceiro momento: Trabalhar o Texto "Resposta Mãe"leitura,jornal,perguntar e esclarecer o significado das palavras como: alvorada,orvalhada,Céu tranquilo,no templo do coração,entre outras....

TEXTO:  RESPOSTA MÃE                      

Minha mãe,onde está Deus?
-Ora esta minha filha,Deus está na luz
que brilha sobre a Terra,pelos Céus.
Permanece na alvorada,
No vento que embala os ninhos,
No canto dos passarinhos,
Na meiga rosa orvalhada.

Respira na água cantante
Da fonte que se desata,
No luar de leite e prata,
Está na estrela distante

Vive no vale e na serra
Onde mais? como explicar-te?
Deus existe em toda à parte,
Em todo lugar da Terra...

-Ó mamãe? Como senti-lo,
bondoso,sublime e forte?
Será preciso que a morte
Nos conduza ao Céu tranquilo?

Não filhinha! Ouve a lição,
Guarda a fé com que te falo,
Só podemos encontra-lo
No templo do coração
                               ( Livro Jardim da infância - Francisco Cândido Xavier- FEB

Quarto momento: Ilustrar o trecho do texto que o evangelizando mais gostou. Expor os trabalhos em um mural,papel pardo ou varal.

Prece de encerramento.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lei de Causa e Efeito ll e lll- Ciclo


Lei de Causa e Efeito – livre-arbítrio

         Primeiro momento: Prece inicial

         Segundo momento: conversar com os evangelizandos a respeito de algumas questões.

          Todas as atitudes têm conseqüências. 

          Temos o livre-arbítrio para fazer nossas escolhas.

          As conseqüências dos atos podem ser positivas, se os atos forem positivos. Ou podem ser negativas, se os atos forem negativos. Os atos podem ser desta existência ou de uma anterior. 

          A isso chamamos de Lei de Causa e Efeito.

          Por isso a dor e o sofrimento não são castigos de Deus, são apenas conseqüências de nossos pensamentos, palavras e atitudes.

         Terceiro momento: 

         O que acontece quando:

          Comemos demais?

         Estudamos bastante para uma prova?

         Não tomamos banho?

         Tomamos muito sol?

         Dormimos tarde e acordamos cedo?

         Jogamos videogame demais?

         Os exemplos acima se referem a nós mesmos.

          E quando prejudicamos os outros?

         Como é que prejudicamos os outros? Fazendo fofoca, conversando na aula, mentindo, pegando uma coisa emprestada e não devolvendo, estragando as coisas dos outros, perturbando os outros com palavras e atitudes, colocando um colega contra o outro.

          Quais as conseqüências desses atos?

         Quarto momento - técnica: 

         Fazer aos outros:

         1 - Distribuir pequenos cartões de papel para que escrevam uma atividade (dizer oi, pisar no pé, fazer careta, dar um abraço, dar um sorriso...) O que escreveram no papel deverá ser feito ao colega da direita. 

         2 - Depois cada um coloca o seu nome no verso do papel que recebeu e devolve para uma caixa, e o evangelizador deverá passar recolhendo os cartões. 

         3 - Em seguida, cada criança tira um cartão da caixa, lê o nome do colega e o procura. Faz para ele o que ele havia feito para o outro (o que está escrito no papel). 

         Essa atividade visa que as crianças concluam que tudo o que fazemos aos outros, volta para nós mesmos. Se fizermos coisas boas, elas retornarão a nós. Se tivermos pensamentos, palavras, atitudes ou escolhas ruins, elas retornarão para nós.

         Quinto momento: encerrar a técnica com o seguinte questionamento:

         Qual o grande segredo para sermos felizes?

         Fazer aos outros o que gostaríamos que os outros fizessem a nós.

         Obs.: a pergunta e a resposta poderão ser utilizadas para a confecção de um bonito marcador de livros.

         Prece de encerramento

         Sugestão: segundo e terceiros ciclos. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Amor E Sabedoria De Deus ( l e ll Ciclo ) A critério.

Prece Inicial
Primeiro momento: iniciaremos a aula com a adivinhação "O quê é o quê é". De acordo com as respostas iremos montando no quadro uma paisagem. O evangelizador fará, previamente, desenhos e os fixará no quadro com durex, até a paisagem ficar pronta.
1 - Todo mundo gosta, pode ser morna, quente, fria ou bem gelada, ninguém vive sem ela. Pode estar na jará, no copo, na natureza, torneira ou geladeira? O quê é o quê é? ÁGUA. (figura de um rio ou um lago)
2 - Sou enorme, irradio muita luz. Não preciso de água. Não tenho pernas, mas ando por todos os lados. Gosto da cor amarela e às vezes laranja. Só apareço de dia, à noite me escondo. O quê é o quê é? SOL.
3 - Minha casa é a água. Posso ser bem pequeno ou bem grandão. Tenho várias cores e nomes. Posso ser bem feroz ou enfeitar a sua casa. O quê é o quê é? PEIXE.
4 - Gosto da terra. Quando nasço viro um tapete verdinho, lindo de deitar. Muitos animais me usam como alimento. O quê é o quê é? GRAMA.
5 - Tenho muitos ramos, sou bonita, faço sombra, dou flores e frutos. O quê é o quê é? ÁRVORE.
6 - Sou cheirosa e bonita. Preciso da terra, da água e do sol para viver. O quê é o quê é? FLOR.
7 - Tenho bico, duas asas e canto. O quê é o quê é? PÁSSARO.
8 - Quando nasço sou uma larva, moro em um casulo, me transformo para voar. O quê é o quê é? BORBOLETA.
9 - Gosto muito de voar e trabalhar. Quando estou com medo, dou uma picada e solto um ferrão. Produzo algo muito docinho, bom de passar no pão. O quê é o quê é? ABELHA.
10 - Nasço, cresço, morro e volto a nascer, mas meu espírito continua sempre vivo. Às vezes cuido da natureza, às vezes não. Tenho tendências boas e más que preciso melhorar. Estou sempre em evolução. O quê é o quê é? SER HUMANO.
Segundo momento: depois de montada a paisagem perguntar aos evangelizandos se eles gostaram, e se poderíamos acrescentar mais alguma coisa. Ver se as crianças percebem que poderemos acrescentar as nuvens, para ficar mais bonita.
Terceiro momento: perguntar para os evangelizandos quem gosta de brincar na água, tomar sol, banho de chuva, ouvir o canto dos passarinhos, deitar na grama, comer mel, pescar, quem tem aquário em casa, quem já percebeu como as borboletas são bonitas e coloridas. 
Quarto momento: questionar as crianças se eles acham possível viver sem alguma dessas coisas. Se eles precisam pagar para ter tudo isso.
Conversar com os evangelizandos sobre quem nos deu esses presentes e por quê. Todas essas maravilhas da natureza foram nos dados por Deus, nosso Pai, porque Ele é sábio e nos ama muito.
Explicar que tudo tem um autor. Que Deus nos coloca a disposição todos os dias, sem nada nos cobrar, o sol, a chuva, as plantas, os alimentos. Deus nos criou para evoluirmos espiritualmente.
Citar coisas que o ser humano pode criar, transformando a natureza (roupas, móveis. casas).
Deus é sábio e bom. Sua sabedoria se revela nas obras da criação. Deus provê as necessidades de todos os seres. Tudo o que Ele faz é para o nosso bem.
Quinto momento: pedir para as crianças citarem coisas que Deus criou e coisas que o ser humano criou.
“Deus é a fonte da vida, a origem de tudo. O ser humano transforma.”
Atividade: distribuir aos evangelizandos folhas em branco para que façam desenhos coloridos de coisas que Deus criou. 
Prece de encerramento 
Sugestão de texto: 
DEUS
Deus criou o mundo em que vivemos, a terra, o sol, as nuvens, as estrelas, a água, as plantas, as flores, o mar, os rios, as árvores e os animais.
Ele fez tudo isso para sentirmos o seu amor e para fazer do mundo um local bom para se viver.
Dizemos que Deus é nosso Pai porque foi Ele quem criou os seres humanos para aprenderem a ser pessoas boas. Deus nos criou com inteligência para que possamos viver neste mundo maravilhoso e usar as coisas que Ele criou quando precisarmos, como a água e os alimentos.
O ser humano também faz muitas coisas modificando a natureza, usando a inteligência.
O ser humano criou as casas, os carros, as roupas, a televisão, os móveis, os aviões e muitas coisas mais.
Deus é muito bom conosco. Ele nos criou e nos deu um mundo muito legal para morarmos. 

Evolução Espiritual-lll CICLO E MOCIDADE

Obs.: esta metodologia* de aula rende muito diálogo e dependendo da quantidade de alunos, às vezes tem que ser ministrada em duas aulas. É necessário que o evangelizador seja paciente e analise juntamente com os evangelizandos as questões propostas, levando-os ao entendimento correto, a luz da Doutrina Espírita e dos ensinamentos de Jesus.


* Metodologia é arte de dirigir o Espírito na investigação da verdade.




Objetivos da aula: oportunizar aos evangelizandos entenderem que a evolução é uma lei a qual não se pode fugir e que o êxito em nossa evolução espiritual depende de nossa reforma íntima, que deve ocorrer através de nossa mudança de atitude mental. Que a evolução espiritual é a marcha para o progresso que cada um é compelido a realizar, através do estudo, do esforço, do trabalho, da perseverança e do otimismo, no combate às imperfeições, em busca das virtudes e com o concurso das vidas sucessivas.


Prece inicial


Primeiro momento – questionar:


O que é prosperidade? Segundo o dicionário entre as definições de prosperidade encontramos: qualidade ou estado do que é próspero; felicidade; progresso; riqueza; evolução.


Somos prósperos quando estamos progredindo. Quando falamos em prosperidade espiritual, estamos nos referindo à constante evolução. A palavra evolu(a)ção já traz em si o objeto da nossa prosperidade: a ação. Não existe prosperidade para quem não aceita a mudança.


O verdadeiro sentido da nossa existência está em realizar o nosso planejamento de vida*, que é único, exclusivo, pessoal e dinâmico, ou seja, está em constante mudança para podermos evoluir. Quando realizamos esse planejamento reencarnatório, estamos evoluindo espiritualmente, e a evolução espiritual é o grande projeto cósmico de nossa vida. E o amor é a moeda mais valiosa do Universo que nos ajuda nessa mudança.


* O tema planejamento de vida no plano espiritual antes de reencarnarmos para uma nova existência foi estudado na aula Reencarnação IV.


Segundo momento - perguntar:


Porque devemos renovar primeiramente o nosso pensamento? Porque TUDO tem sua origem no pensamento, ou seja: 


Pensamento sentimento palavra atitude (ação).


Ex.: para conseguirmos a tão sonhada paz em todos os continentes, primeiramente devemos ser pacíficos em nossos pensamentos, assim transmitiremos paz para nossa família e nossas famílias transmitirão paz para suas cidades e as cidades transmitirão paz para seus países que formarão um mundo de paz. 


Quais as medidas que devemos tomar para aperfeiçoar o pensamento? Cuidar daquilo que entra na nossa cabeça, através dos olhos, dos ouvidos, ou seja, das leituras, dos filmes, das conversas, etc. Por isso, devemos selecionar a nossa leitura, os filmes que assistimos, as conversas que mantemos, o tipo de anedota que nos atrai, pois tudo isso vai influenciar o nosso pensamento. 


Porém, mais do que observar o que nos vem de fora, é necessário observarmos o que guardamos em nossa mente. É claro que muitas vezes não podemos deixar de ver uma cena, ou de ouvir um palavrão ou uma anedota menos feliz. Aí é o momento de fazermos a seleção daquilo que nos é oferecido e verificarmos o que nos interessa guardar ou rejeitar. Às vezes, é difícil esquecermos de pronto aquela palavra ou expressão que até achamos engraçada no primeiro momento em que ouvimos. Mas, se realmente queremos progredir, devemos fazer esforços para jogar fora esse lixo mental, recorrendo, se preciso à prece.


Como descobrir defeitos que trazemos bem escondidos e que aparecem nos momentos mais infelizes? Praticando o autoconhecimento, seguindo o exemplo de Santo Agostinho, ou seja, quando desejarmos realmente evoluir, abandonando definitivamente maus hábitos, devemos examinar o nosso interior, numa análise corajosa e minuciosa. 


Ao final de cada dia devemos passar em revista tudo o que pensamos, falamos, realizamos, avaliando-nos detalhadamente. Quase sempre, verificamos que nem tudo andou bem. Essa autoanálise será mais eficiente se for feita após uma prece, pela qual pedimos a ajuda de um Amigo Espiritual, a fim de que nos sejam apontados, pela nossa própria consciência, os nossos defeitos maiores, aqueles que demandam reparo imediato. 


É importante, também, analisarmos as acusações que eventualmente são feitas contra nós, a fim de verificarmos se o acusador não tem alguma razão... Nesse sentido, alguém disse que os inimigos falam verdades que os amigos não têm coragem de dizer.


Se estivermos sinceramente empenhados no nosso aperfeiçoamento, teremos seguramente o conselho sábio da Espiritualidade, seja através de inspiração, seja durante o sono, quando podemos nos encontrar com benfeitores, se realmente o desejarmos. Quanto maior a nossa sinceridade no desejo de renovação, tanto mais facilidade os Espíritos Amigos encontrarão para nos ajudar.


O que prejudica o nosso progresso? Ambição, autoritarismo, brutalidade, desordem, desorganização, egoísmo, ignorância, incompreensão, indisciplina, injustiça, ódio, orgulho, preguiça, etc.


O que favorece o nosso progresso? O combate às nossas imperfeições através da busca das virtudes: amor, bondade, compreensão, dedicação, estudo, honestidade, humildade, justiça, ordem, persistência, sinceridade, solidariedade, trabalho, paciência, otimismo, esforço, etc.


Como se explica a afirmativa: “A palavra é seguida da ação”?


Como já estudamos acima:


Pensamento sentimento palavra atitude (ação).


De nada adianta ficarmos criticando ou apontando erros de outras pessoas, ou ficar reclamando que isto ou aquilo não esta certo, porque não ajudará em nada; muito pelo contrário, criticamos ou condenamos aqui e fazemos pior lá na frente. Portanto, se alguém fez ou sugeriu algo que discordamos, então que entremos em ação, fazendo algo diferente (melhor). Isso é mais sensato de nossa parte, mesmo porque quando comentamos algo, estamos valorizando e quando valorizamos, o fato tende a aumentar. Assim, devemos valorizar somente o bem.


Ex.: a maioria das pessoas tem o hábito de comentar o que está ruim com elas, em ressaltar o errado, sem perceber as coisas boas que já possuem. Esse hábito negativo atrai o mal. Para melhorar a vida é imprescindível valorizar todo bem que a pessoa já possui. Assim, a vida vai mandar mais. É assim que funciona. Pensem nisso!!


Terceiro momento - analisar:


Para nos aperfeiçoarmos espiritualmente, devemos estar muito atentos:


Uso dos olhos: dirigir os olhos para aquilo que é bom, que é belo, que é útil. Devemos nos esforçar para ver somente o que nos deixa boas imagens na mente, pois os quadros que vemos gerarão pensamentos e estes, por sua vez, gerarão sentimentos que inspirarão palavras e, consecutivamente, ações. Jesus ensinou: "Se os teus olhos forem puros, todo o teu corpo será luz." (Mt 6, 22).


Uso dos ouvidos: prestar atenção apenas naquilo que possa proporcionar o bem, a harmonia. Escolher as músicas para ouvir – músicas calmas, que elevem, deixando de lado as músicas que incitam a violência e a sensualidade.


Pensamentos: devemos estar vigilantes em relação aos pensamentos que abrigamos em nossas mentes, buscando pensar no bem, na paz, na alegria, evitando, ao mesmo tempo, pensamentos de revolta, de mágoa, de zombaria, de tristeza, enfim de tudo aquilo que não é bom. Procurar pensar somente o bem. Quem pensa bem, age bem. Ninguém renova o seu modo de proceder se não renovar, primeiro, o seu campo mental. Quando Jesus recomendou: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação" (Mt 26, 41), não estava recomendando que vigiássemos os outros, aqueles que poderiam nos fazer propostas tentadoras. O Mestre recomenda que vigiemos os nossos pensamentos, porque todos os sentimentos, palavras e as ações começam no pensamento.


Uso das palavras: buscar usar palavras nobres, dignificantes, não repetindo palavras torpes, ofensivas, palavrões, nem por brincadeira. Lembrar que temos o domínio da palavra enquanto ela está na nossa boca. Depois que a palavra foi dita, vai produzir efeitos que não podemos mais controlar. Por isso, se não puder falar bem de alguém, pelo menos não fale mal. Se for o caso, permaneça em silêncio


Devemos analisar, também, aquela palavra falada involuntariamente "sem sentir", ou, como se diz: "quando vi, já tinha falado". Muitas vezes trata-se de um palavrão ou mesmo de uma afirmação infeliz a respeito de alguém. Na verdade, esse palavrão, ou esse comentário infeliz, não foram inventados na hora. Se bem analisarmos, veremos que residem na nossa mente, e que, nos momentos de desequilíbrio, escapam, colocando-nos em situação embaraçosa.


Jesus ensinou que "O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a boca fala do de que está cheio o coração." (Lc 6, 45).


Boas maneiras: quando usamos de violência, verbal ou física, podemos ter certeza de que ainda temos um reservatório de violência escondido dentro de nós. Para que nos tornemos "mansos e pacíficos", como preceitua o Evangelho, devemos, nós mesmos, anular a violência que ainda habita no nosso mundo íntimo, num trabalho persistente. Devemos procurar usar a gentileza, a solicitude, o sorriso. A gentileza conquista respeito e admiração. A delicadeza abre portas que a brutalidade não abre. A delicadeza serve para todos os momentos.


Uso do tempo: usar bem o tempo. Ordenar a vida, de modo que cada coisa seja feita na hora própria. Buscar respeitar sempre os horários. Lembrar-se sempre de que a pontualidade é um atributo das pessoas bem-educadas. Há o momento adequado para tudo. Cada atividade deve ser desenvolvida na sua hora. A Bíblia ensina: "Há tempo de semear e tempo de colher."


Ser disciplinado: respeitar as leis. Respeitar os regulamentos da escola que freqüenta. Pessoa bem-educada aguarda a sua vez na fila e não procura “ser esperta”, passando à frente de outras. Emmanuel nos ensina: "Se não acreditas na disciplina, observa um carro sem freios".


Devemos ter sempre em mente que somos Espíritos imortais, temporariamente encarnados, em processo de evolução. Mas não é a condição de encarnados que nos garante o progresso. Sem renovação espiritual, ficaremos parados, tanto aqui na Terra, quanto no Mundo Espiritual. Lembremo-nos de que Deus não força, nem transforma ninguém. O nosso progresso espiritual depende exclusivamente de nós. Claro que podemos contar com a ajuda de Deus, de Jesus e dos bons Espíritos, mas a iniciativa e os esforços dependem da nossa decisão.


Quarto momento: distribuir fichas numeradas para os evangelizandos. Cada número corresponderá a uma pergunta. O evangelizando poderá trocar sua ficha com outro colega, caso não saiba a resposta. Se forem mais evangelizandos que o número de perguntas, pode-se oganizar duplas ou trios, e a resposta deve ser elaborada por todos os participantes da dupla/trio.


Perguntas: 


1. Que quer Jesus dizer com a expressão: "A boca fala do que o coração esta cheio."?


2. Está correta a afirmativa: "A ocasião faz o ladrão?" Se não está, como a frase ficaria melhor elaborada?


3. Por que devemos ter cuidado com aquilo que vemos e ouvimos?


4. Um filme violento pode levar à pratica de atos violentos? Dê um exemplo.


5. O pensamento de raiva pode influir na saúde física? Por quê?


6. Que quer Jesus dizer com a frase: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação?"


7. Podemos afastar Espíritos malévolos com o nosso pensamento?


8. O nosso pensamento, além de influir nos Espíritos desencarnados, pode influir nos encarnados?


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Quinto momento - concluir:


Somos os construtores dos nossos destinos, logo, para que o construamos bem, é necessário, primeiro nos avaliar verificando se estamos no caminho do bem; depois, que nos empenhemos no trabalho de renovação interior, começando pelos pensamentos, chegando, finalmente, às ações, ou seja, ao tomar conhecimento do poder do pensamento, a criatura que desejar progredir espiritualmente deve buscar educá-lo, dirigi-lo para o bem, pois quem pensa no bem, fala com equilíbrio e age com acerto. 


Sabendo da força criadora do pensamento, com possibilidades inimagináveis de realização, influenciando o campo mental do nosso próximo e a nossa própria saúde física e espiritual, devemos evitar os pensamentos de raiva, ódio, angústia, revolta, mágoa, ansiedade, etc, pois todos os estados mentais negativos influem perniciosamente sobre a saúde do corpo físico e espiritual. Para nosso próprio benefício, resta-nos o dever de nos esforçarmos continuamente no sentido de vigiarmos o nosso pensamento, verificando os vários tipos de pensamentos que abrigamos em nossa mente, direcionando-os sempre para o bem, pensando sempre de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à cabeça é importante substituí-lo por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Isso não se adquire do dia para a noite; assim como um “atleta”, requer muito treino e disciplina.


Não é possível um real aprimoramento na nossa maneira de falar e de agir sem uma reformulação, para melhor, do nosso pensamento, se assim procedermos, estaremos em nosso dia-a-dia, contribuindo não só para evoluirmos, mas também para que a humanidade progrida e seja feliz mais rapidamente, eliminando o orgulho e o egoísmo e praticando a lei de justiça, amor e caridade.


Prece de encerramento